Vertigens

Paralelos ao corrimão escorregadio
Subo...
Enquanto os poros da minha pele
Se aliviam de líquido
De suor frio
A tremer e a remeter
Para um alto pontiagudo
Já a meio
Parecem agulhas aguçadas
Espetadas nas mãos e nos pés
Depois ata-se o nó na faringe
Lá em cima
Onde não respiro
Onde inspiro
Sílabas com sabor a medo
O medo das alturas
E em alturas
De vista larga e funda
Tapam-se-me os olhos de terror
Apoiado num muro rijo
E eu sinto que é de esponja
Lá em cima
Onde o chão é mais alto







